terça-feira, 16 de julho de 2019


👨🏻‍🏫 Explicando a capa da revista desse trimestre 👇


*👨🏻‍🏫 Explicando a capa da revista desse trimestre 👇*
A capa da revista do trimestre mostra precisamente esta realidade de que estamos a tratar. 

Nela se vê: a mão que está a sustentar uma Bíblia, que, por sua vez, sustenta um relógio, uma planta e uma casa, tendo ao fundo uma grande cidade, uma metrópole, como a indicar o mundo.
Esta mão que sustenta todas as lembra-nos do texto de 

Hb.1:3, 

3. sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas,


quando o escritor nos dá conta de que o Senhor Jesus sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, fazendo-nos lembrar que o Criador não só criou, mas mantém tudo quanto tem criado, sendo, assim, o verdadeiro e único Senhor de tudo o que existe.

Deste modo, tudo quanto nos vem à mão,  seja: 
● o tempo (representado pelo relógio)

● seja a natureza (representado pela planta)

● sejam os bens modificados pela ação  humana (representado pela casa) 

tuudo se deve única e exclusivamente ao sustento divino, devendo nós usufruirmos de tudo isto com esta consciência de que nada é nosso, que somos apenas administradores.

*consciência esta que nos virá através da revelação divina que são as Sagradas Escrituras.*

 por favor deixe seu comentário

Lições Bíblicas 3ºTrimestre de 2019

Lição 1- O que é mordomia cristã?


Entendendo o texto áureo e o texto da leitura bíblica em classe

Texto Áureo:

Lucas 12 42,43

42- E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o 
senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43- Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar 
fazendo assim.


Alguns tem afirmado que a palavra “mordomo” aqui se refere apenas aos ministros do Evangelho, no entanto, a própria natureza da palavra mostra 
que não se refere a ministros apenas, mas, mostra que a responsabilidade do cristão como ministro do evangelho é semelhante a responsabilidade de 
um mordomo, ou seja, o verdadeiro cristão deve servir a Deus e a seus irmãos com seus bens, dons, cargos e talentos. Bens: os bens materiais, financeiros.

Dons  

os dons dados pelo Espírito Santo de Deus ( descritos em 1 Coríntios 12 e os dons ministeriais descritos em Efésios 4.11 e outras referências 
bíblicas)

Cargos

ex: presbíteros, diáconos, bispos, superintendentes, etc.

Talentos

capacidades dadas por Deus que são adquiridas através de herança genética ou de aprendizagem.

Os Bens, Dons, Cargos e Talentos são todos dados por Deus e devem ser usados em prol do reino de Deus.

( Fonte: Bíblia do Expositor, acréscimo
pessoal)

Nesta passagem ( do texto áureo) vemos que o “mordomo fiel e prudente” era um “escravo excelente” (ver. 43) que fora posto como encarregado da propriedade.

No mundo antigo havia 3 classes de trabalhadores: 

● Os homens livres
Escravos e um grupo intermediário
Servos que eram obrigados a 
trabalhar o solo ou executar outras tarefas em prol de algum cargo ou instituição. 

Os escravos e os servos trabalhavam naturalmente sobre a direção de seus senhores, mas os homens livres eram obrigados a encontrar meios de provisão por si mesmos. A maioria dos homens aprendia a profissão do pai e as mulheres adquiriam suas habilidades domésticas com a mãe. A variedade de ocupações que um indivíduo poderia seguir envolvia ou não trabalho especializado. 

(Fonte: Bíblia de estudos Arqueológica)

Notemos que a palavra “servo” foi muito bem utilizada por Jesus, pois o verdadeiro cristão é um servo, ou seja, o cristão verdadeiro não é um 
homem livre para seguir o caminho que quiser sem sofrer as consequências de seus atos, mas também não é um escravo no sentido de ser apenas um objeto aos olhos do seu Senhor, o cristão verdadeiro é um servo no sentido 
de que tem deveres na presença de seu Senhor, mas é amado por seu Senhor e depende de seu Senhor para ser alimentado de maneira física e 
espiritual.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

LUCAS 12

42. E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o 
senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43. Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar 
fazendo assim.
44. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.
45. Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em 
vir, e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a 
embriagar-se,
46. virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora 
que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis.
47. E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem 
fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.
48. Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos 
açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe 
pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.

Entendendo o texto:

O mordomo era um servo que tinha a tarefa de gerenciar a fazenda inteira, assim o dono ficava livre da administração rotineira, e portanto, o 
mordomo tinha necessariamente considerável liberdade de ação. Se fosse fiel e prudente o mordomo iria fazer com que tudo na fazenda funcionasse devidamente e isto incluiria a devida alimentação dos domésticos.

Jesus fala de uma situação em que o senhor está ausente, mas volta inesperadamente ( vers. 43). Um mordomo responsável a quem o seu senhor achasse trabalhando eficientemente quando assim voltava de repente, seria promovido ( vers.44).
Nos versículos 45 e 46 Jesus mostra que, a ausência do senhor da fazenda poderia levar um mordomo descuidado a ter um falso senso de 
independência. Ele poderia pensar que nada o impediria de se entregar e a satisfazer seus próprios caprichos, afinal de contas, ele era o encarregado da fazenda na ausência de seu senhor, quando um mordomo abusava da confiança nele investida, a volta de seu senhor o surpreenderia, o resultado seria o castigo inevitável do mordomo infiel que foi indigno da confiança nele investida. Ao contar esta estória Jesus está mostrando aos seus seguidores o que irá acontecer com aqueles que não forem fieis ao 
chamado que receberam. Notemos que os homens são castigados não apenas por praticarem o mal, mas também por não praticarem o bem (Tiago 4.17). Jesus mostra ainda a advertência da certeza do castigo para aqueles 
que deixam de cumprir seu dever. O versículo 47 diz que o servo que soube a vontade de seu senhor e não se aprontou será castigado com muitos açoites, Lembremos que quanto mais Deus nos confiar, maior será nossa responsabilidade.
O versículo 48 diz que o servo que não soube a vontade de seu senhor mas fez coisas dignas de açoites, será castigado com poucos açoites em relação aos que sabiam da vontade de seu senhor ( mas inevitavelmente também serão castigados), esta é uma referência aqueles que seguem lideres 
religiosos falsos, sem ter o cuidado de analisar se tais lideres estão ou não na direção de Deus. Lembremos que no jardim do éden a serpente enganou. Eva e e recebeu sua sentença, mas Eva e Adão também receberam cada um 
a sua sentença da parte de Deus ( Gn 3. 14-17).

( Fonte: comentário Bíblico sobre o Evangelho segundo Lucas de Leon L. Morris )

segunda-feira, 15 de julho de 2019



REVISTA ADULTOS 3° TRIMESTRE 2019
 ESCOLA-EB

Lição 1 – O que é a Mordomia Cristã



Texto Áureo

“E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim.” (Lc 12.42,43)

Verdade Prática

Deus nos confiou a mordomia dos bens materiais e espirituais; por isso, sejamos vigilantes e zelosos, porque, em breve, Ele nos chamará a prestar contas de tudo quanto recebemos. 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 15.2 Um mordomo de confiança 


Terça – 1 Co 4.1,2 Despenseiros de Cristo 


Quarta – Lc 10.30-37 A mordomia do amor cristão


Quinta – 2 Tm 4.7,8 A mordomia da fé cristã 

2 Timóteo 4

7. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.


Sexta – 1 Cr 29.1 Tudo o que temos vem de Deus 


Sábado – Mt 6.20 Ajuntando tesouros no céu

Mateus 6.20

20. mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 12.42-48

42 – E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? 
43 – Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim. 
44 – Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.
45 – Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se,
46 – virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. 
47 – E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.
48 – Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Deus confiou aos seus filhos a mordomia dos bens espirituais e materiais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. 

Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
1 Apresentar o conceito de “Mordomo” e de “Mordomia”; 
2 Expor acerca da mordomia espiritual do cristão; 
3 Explicar a mordomia dos bens materiais. 

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Vamos iniciar mais um trimestre de estudos. Neste período, temos a oportunidade de refletir sobre o nosso ministério de ensino. Precisamos analisar com sinceridade o nosso método de trabalho, o que tem sido feito para garantir o processo de ensino-aprendizagem dos alunos. 

O exercício dessa análise, por si só, abre uma porta para pensarmos a respeito do tema deste trimestre: a Mordomia. 

● Como temos administrado o nosso tempo? 
● O nosso ministério? 
● A nossa vida espiritual? 
● O nosso dinheiro?


INTRODUÇÃO 

Neste trimestre, estudaremos a Mordomia Cristã. Ela prioriza os bens espirituais e materiais que o Criador nos delegou. Nesta lição, denominamos “bens espirituais” os recursos e os meios confiados por Deus à Igreja. Quanto aos “bens materiais”, são estes os recursos naturais e sociais que desfrutamos no mundo. Assim, veremos que o Pai levantou a Igreja para cuidar dos seus interesses na Terra.

PONTO CENTRAL
Deus nos confiou a mordomia dos bens espirituais e materiais.

I – CONCEITOS DE MORDOMIA

1. Mordomo. A palavra vem do latim, major domu, e significa “o criado maior da casa”, “administrador dos bens de uma casa”, “ecônomo” 
(Dicionário Aurélio)

Na Bíblia, a função aparece diversas vezes como “encarregado administrativo dos bens de um grande proprietário de terras”. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento essa função corresponde à de um administrador. Portanto, nós somos mordomos de Deus e, à luz do Novo Testamento, os líderes espirituais têm maior responsabilidade perante o Senhor da Igreja 

(Lc 12.48).

48 Aquele, porém, que não soube a von-
tade do seu senhor e fez coisas dignas de 
reprovação levará poucos açoites. Mas àquele 
a quem muito foi dado, muito lhe será exi-
gido; e àquele a quem muito se confia, muito 
mais lhe pedirão.

12.48 Poucos açoites. O contraste é feito entre os líderes irresponsáveis (Lc 12:45 - 47), e os crentes mal instruídos que viveram no egoísmo e duvidaram das promessas gloriosas; todos 
receberão o justo castigo no tribunal de Cristo (cf 2 Co 5.10). 
Maior privilégio demanda maior responsabilidade

2. Mordomia. A palavra significa “cargo ou ofício do mordomo; mordomado”. Sua origem está no termo grego oikonomia e, por isso, a encontramos em alguns textos do Novo Testamento, como na “Parábola do mordomo infiel” (Lc 16.2-4). 

Na Bíblia, mordomia diz respeito a todo serviço que o crente realiza para Deus e o seu comportamento diante do Pai e dos homens. 

É a administração dos bens espirituais e materiais, tanto no aspecto individual quanto no coletivo do ser humano. Assim, nossas faculdades espirituais, emocionais e físicas são o objeto da Mordomia Cristã. Por isso, esta mordomia está ligada ao ensino da Palavra de Deus.


SÍNTESE DO TÓPICO I 


SUBSÍDIO DIDÁTICO- -PEDAGÓGICO

A proposta básica desse primeiro tópico é explicar o conceito de “mordomo” e de “mordomia”. Após expor esses conceitos,

Maturidade, virtude essencial para a “mordomia” em toda a área da vida seja: pessoal, espiritual, profissional, financeiro, familiar ou esportivo, é a necessidade de maturação. 

Não se consegue isso da noite para o dia. 
É preciso tempo e esforço. Entenda: ser ‘maduro’, aqui, não é sinônimo de ser ‘velho’, mas sim de ter experiências suficientes que lhe confiram sabedoria para agir e errar menos” (Maturidade para a escolha certa, de William Douglas, site CPADNEWS). 

II – A MORDOMIA ESPIRITUAL DO CRISTÃO 

1. A mordomia do amor cristão. A mordomia cristã deve dar grande valor à prática do amor. Certa vez, um fariseu resolveu testar Jesus quanto à sua visão sobre os mandamentos da lei de Moisés. Ele conhecia bem os dez mandamentos. Abordando Jesus, indagou-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?” (Mt 22.36). E Jesus respondeu-lhe de maneira sábia, serena, e consistente:
1.1. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração” (22.37). Nosso Senhor não aceita dominar apenas uma parte do nosso coração; Ele o requer por completo. Quanto a isso, Ele nunca fez concessões: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30).

1.2. “De toda a tua alma e de todo o teu pensamento” (v.37). Aqui, o Senhor Jesus enfatizou que, além de todo o coração, o primeiro mandamento exige toda a alma e todo o pensamento de uma pessoa. Essa é a base bíblico-doutrinária para dizer que a Mordomia Cristã valoriza a interiorioridade do crente. Logo, absolutamente tudo no interior do cristão – coração, alma e pensamento – deve estar voltado para Deus, que é o centro de todas as coisas.

1.3. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (22.38). O segundo mandamento enfatiza que, na medida em que amamos a Deus de todo coração, alma e pensamento, devemos amar o próximo como a nós mesmos. Tal mandamento é relevante para a nossa mordomia, pois no mundo atual, sem qualquer ranço pessimista, pode-se ver que o desamor é a tônica entre pessoas, famílias, países e, até mesmo, entre alguns que se dizem cristãos.

1.4. Quem é o próximo? Esta foi a grande pergunta feita por Jesus após contar a parábola do Bom Samaritano ao doutor da lei (Lc 10.30-37). O nosso próximo é um familiar: esposo, esposa, pai e filho, irmão, primo, sobrinho, etc. É o nosso irmão em Cristo, o nosso vizinho, o professor, o colega de trabalho, o carente ou o socialmente excluído. Assim, o mandamento revela o objeto da nossa mordomia de amor: fazer o bem ao próximo de forma concreta, com obras que revelam a nossa fé (Tg 2.14-17).

2. A mordomia da fé cristã. A palavra fé (gr. pistis; lat. fides) traz a ideia de confiança que depositamos em todas providências de Deus. Mas a melhor definição de fé foi enunciada pelo autor da Epístola aos Hebreus, ao descrevê-la com profunda inspiração divina: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Aqui, há três características essenciais à fé: 

(1) Ela é o fundamento ou base para a confiança em Deus; 
(2) Ela envolve a esperança ou expectativa segura do que se espera da parte de Deus; 
(3) Ela é “a prova das coisas que não se veem”, mas são esperadas por uma convicção antecipada.

3. A fé como patrimônio espiritual. A fé cristã é o depósito espiritual acumulado durante toda vida do crente. É o nosso patrimônio espiritual, de valor e virtudes inestimáveis. Essa fé que o crente foi estimulado a guardar para não perder a “coroa” (Ap 3.11). Ao escrever ao jovem discípulo, Timóteo, e já próximo da morte, o apóstolo Paulo disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Querido irmão, prezada irmã, guarde sua fé!

SÍNTESE DO TÓPICO II 


SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

[SOBRE A FÉ] 
“No Novo Testamento, o verbo pisteuõ (‘creio, confio’) e o substantivo pistis (‘fé’) ocorrem cerca de 480 vezes. Poucas vezes o substantivo reflete a ideia da fidelidade como no Antigo Testamento (por exemplo, Mt 23.23; Rm 3.3; Gl 5.22; Tt 2.10; Ap 13.10). Pelo contrário, normalmente funciona como um termo técnico, usado quase exclusivamente para se referir à confiança ilimitada (com obediência e total dependência) em Deus (Rm 4.24), em Cristo (At 16.31), no Evangelho (Mc 1.15) ou no nome de Cristo (Jo 1.12). Tudo isso deixa claro que, na Bíblia, a fé não é ‘um salto no escuro’. Somos salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Crer no Filho de Deus leva à vida eterna (Jo 3.16). Sem fé, não poderemos agradar a Deus (Hb 11.6). A fé, portanto, é a atitude da nossa dependência confiante e obediente em Deus e na sua fidelidade. Essa fé caracteriza todo filho de Deus fiel. É o nosso sangue espiritual” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.369-70).


* Mordomo e Mordomia 

O mordomo é a função que responde à mordomia pela qual ele foi colocado para executar. No Reino de Deus, essa relação se dá com o crente e a dimensão de sua vida nas esferas espiritual e social. O crente, em Jesus, tem contas a prestar a Deus a respeito do que Ele o chamou a fazer.

III – A MORDOMIA DOS BENS MATERIAIS 

1. O cristão e as finanças. Na mordomia dos bens materiais, o cristão deve trabalhar honestamente para garantir sua sobrevivência financeira. Desde o Gênesis, após a Queda, o homem emprega esforços, com “o suor” de seu rosto (Gn 3.19), para obter os bens de que necessita. Isso é feito de maneira constante (1 Ts 4.11). Nesse aspecto, a preguiça é um pecado intolerável diante de Deus. Assim, Ele exorta ao preguiçoso que aprenda com as formigas, pois estas trabalham no verão para garantir o mantimento no inverno (Pv 6.6,9; 10.26).

2. O cristão e as riquezas. Deus não demoniza a riqueza nem diviniza a pobreza. Mas o cristão não deve recorrer aos meios ou práticas ilícitas de ganhar dinheiro, como o bingo, a rifa, as loterias e outras formas “fáceis” de buscar riquezas (Pv 28.20).
A Bíblia mostra que a avareza é a idolatria ao dinheiro, ou seja, uma compulsão para enriquecer a qualquer custo. É uma escravidão ao vil metal. Sobre isso as Escrituras também asseveram: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10).
E Jesus ensinou: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15). E também ratificou: “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam” (Mt 6.20).

3. O cristão e a contribuição para a igreja. Na igreja local há várias maneiras pelas quais o cristão pode e deve contribuir para a expansão e manutenção da Obra do Senhor. Essa contribuição deve ser feita através dos dízimos e das ofertas voluntárias (cf. Ml 3.8-12). Jesus reiterou a necessidade da contribuição com os dízimos, repreendendo a hipocrisia dos fariseus (Mt 23.23), pois há inúmeras necessidades da igreja que requerem as contribuições dos fiéis.

SÍNTESE DO TÓPICO III 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

[A importância do compromisso]

“Earl e Hazel Lee escreveram: ‘O compromisso é mais que uma decisão sentimental que pode mudar a vida de uma pessoa por alguns poucos dias cheios de emoção. É um ato válido da vontade, e muda todo o modo de vida de uma pessoa’. Eles explicam o significado de compromisso, descrevendo-o como o descreve um dialeto indiano: O compromisso é dar com a palma da mão ‘para baixo’. Quando colocamos algo na mão de alguém, não conseguimos segurar nenhuma parte do que estamos dando. Ao passo que, se pedirmos que uma pessoa retire algo de nossa mão, ainda poderemos segurar alguma parte que essa pessoa não consiga pegar. Em nossa cultura, é mais fácil passar do aproveitar os nossos bens a nos agarrarmos fortemente a eles e tentarmos agarrar mais, o que é chamado materialismo.

A. W. Tozer escreveu: ‘Uma das piores tragédias do mundo é o fato de permitirmos que os nossos corações se encolham, até que haja neles espaço para pouca coisa, além de nós mesmos’. O materialismo é uma atitude perigosa, porque conserva o nosso foco naquilo que temos, e não naquilo que somos e estamos nos tornando. Ele permite que fiquemos falsamente satisfeitos – pensamos que, porque temos muitas coisas, devemos ser boas pessoas. Embora não haja nada de errado em dirigir um carro bonito, em vestir-se bem e aproveitar os benefícios da última tecnologia, quando os nossos bens nos possuem e o que temos de valioso se torna mais importante que os nossos valores, então estamos com problemas” (TOLER, Stan. Qualidade total de vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.71-72).


CONCLUSÃO

Somos mordomos dos bens espirituais e materiais concedidos por Deus à sua Igreja. Se realizarmos nossa mordomia para a glória de Deus, com gratidão pelos bens adquiridos, seremos recompensados pelo Senhor. Usemos os recursos que Deus nos concedeu como verdadeiros mordomos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo o que temos vem do Senhor!

PARA REFLETIR

A respeito de “O que é a Mordomia Cristã”, responda: 

• O que diz respeito à mordomia na Bíblia? 

Na Bíblia, Mordomia diz respeito a todo serviço que o crente realiza para Deus e o seu comportamento diante do Pai e dos homens. 

• Na mordomia do amor cristão a quem devemos amar? 

Amar a Deus e ao próximo. 

• Na mordomia da fé cristã, o que significa “fé”? 

A palavra fé (gr. pisteuõ; lat. fides) traz a ideia de confiança que depositamos em todas as providências de Deus. 

• Na mordomia dos bens materiais, como o cristão deve trabalhar? 

Na mordomia dos bens materiais, o cristão deve trabalhar honestamente para garantir sua sobrevivência financeira. 

• Como deve ser a contribuição do cristão à igreja local? 

Essa contribuição deve ser feita através dos dízimos e das ofertas voluntárias (cf. Ml 3.8-12).


A paz do Senhor e até a próxima